O vencedor do Prêmio Nobel de literatura, José Saramago, e o aclamado diretor Fernando Meirelles (O Jardineiro Fiel, Cidade de Deus) nos trazem a comovente história sobre a humanidade em meio à epidemia de uma misteriosa cegueira. É uma investigação corajosa da natureza, tanto a boa como a má – sentimentos humanos como egoísmo, oportunismo e indiferença, mas também a capacidade de nos compadecermos, de amarmos e de perseverarmos.
O filme começa num ritmo acelerado, com um homem que perde a visão de um instante para o outro enquanto dirige de casa para o trabalho e que mergulha em uma espécie de névoa leitosa assustadora. Uma a uma, cada pessoa com quem ele encontra – sua esposa, seu médico, até mesmo o aparentemente bom samaritano que lhe oferece carona para casa terá o mesmo destino. À medida que a doença se espalha, o pânico e a paranóia contagiam a cidade. As novas vítimas da “cegueira branca” são cercadas e colocadas em quarentena num hospício caindo aos pedaços, onde qualquer semelhança com a vida cotidiana começa a desaparecer.
Dentro do hospital isolado, no entanto, há uma testemunha ocular secreta: uma mulher (JULIANNE MOORE, quatro vezes indicada ao Oscar) que não foi contagiada, mas finge estar cega para ficar ao lado de seu amado marido (MARK RUFFALO). Armada com uma coragem cada vez maior, ela será a líder de uma improvisada família de sete pessoas que sai em uma jornada, atravessando o horror e o amor, a depravação e a incerteza, com o objetivo de fugir do hospital e seguir pela cidade devastada, onde eles buscam uma esperança.
A jornada da família lança luz tanto sobre a perigosa fragilidade da sociedade como também no exasperador espírito de humanidade. O elenco conta com: Julianne Moore (Longe do Paraíso, As Horas), Mark Ruffalo (Zodíaco, Traídos Pelo Destino), Alice Braga (Eu Sou a Lenda, Cidade de Deus), Yusuke Iseya (Sukiyaki Western Django, Kakuto) Yoshino Kimura (Sukiyaki Western Django, Semishigure), Don McKellar (Monkey Warfare, Childstar), Maury Chaykin (Verdade Nua, Adorável Julia), Danny Glover (Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho, A Cor Púrpura) e Gael García Bernal (Babel, Diários de Motocicleta, E Sua Mãe Também).
Texto retirado do site do filme: www.ensaiosobreacegueirafilme.com.br
Aliás o site é muuuuito louco, palmas para as criaturas que o fizeram!!! Primeiro que eu adoro histórias contadas em livros que depois tornam-se roteiros, tão bem trabalhados como este. Agora, como já assisti ao filme e li o livro quase numa sentada só (não desgrudei dele o final de semana todo), posso dizer que é no mínimo assustador… Algo que é difícil de digerir e você pode ficar meio estagnado por algumas horas, sem conseguir pensar direito. Isso se você for tão sensível quanto eu, ao se deparar com um retrato tão profundo da natureza humana. E pior: algo como um espelho na sua frente, mostrando apenas sua pior face.
Palavras de José Saramago, na apresentação pública do seu romance Ensaio sobre a Cegueira.
“Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso.”
Divirta-se com o Trailer:
Guardem esta frase:
“A única coisa mais aterrorizante que a cegueira, é ser a única que pode enxergar”
Não só vale a pena ler e assistir, como eu diria que é uma necessidade. Dois mestres como Saramago e Fernando Meirelles não merecem o desprezo de ninguém. Se desejar, você pode encontrar esta obra na EcoLojaBR (Clique aqui)
Boa leitura!
Abraços Lígia
Recados