Hoje falamos muito de consciência…
Ponha a mão na consciência…
Em ser um cidadão consciente…
Consciência planetária… e por aí vai.
Mas será que sabemos o que é consciência? Para quem sabe um dia sabermos o que é ser consciente…
Gosto muito da explicação dada por Amit Goswami, Richard E. Reed e Maggie Goswami em seu livro “O Universo Autoconsciente”.
“Cabe estudar agora uma questão importante: ” O que é consciência?” (…)
A palavra consciência deriva de duas palavras: do verbo latino scire, que significa saber, e da preposição cum, que significa com. Etimologicamente, portanto, consciência significa “saber com”.
No Oxford English Dictionary, além disso, há não uma, mas seis definições da palavra consciência:
1 – Conhecimento conjunto ou mútuo.
2 – Conhecimento ou convicção internos, especialmente de nossa própria ignorância, culpa, deficiências etc.
3 – O ato ou estado de estarmos conscientes ou cientes de alguma coisa.
4 – O estado ou faculdade de estarmos conscientes como condição ou concomitante de todo pensamento, sentimento e vontade.
5 – A totalidade das impressões, pensamentos e sentimentos que constituem nosso ser consciente.
6 – O estado de estarmos conscientes, considerando isto como a condição normal de uma vida sadia de vigília.
Nenhuma dessas definições é inteiramente satisfatória. Tomadas em conjunto, porém, proporcionam uma idéia aproximada do que é a consciência. Imaginemos uma situação em que entram em jogo todas essas diferentes definições. (Atribuiremos a cada uma delas um subscrito de 1 a 6).
Um buquê de rosas lhe é entregue.
O entregador, você e a pessoa que o enviou compartilham todos da mesma consciência1 no tocante ao presente. Faz parte de sua consciência2 que você conheça a história, as associações e as conotações das rosas e do que significam como presente (e nesta consciência, você pode ou não apreciá-lo). A experiência sensorial de rosas reside na consciência3, através da qual você pode aspirar-lhe o aroma, notar-lhe a cor e sentir-lhe os espinhos. Mas é a consciência4 que lhe permite atribuir os significados, considerar os relacionamentos e fazer as opções ligadas ao presente (aceitar ou recusar as rosas, por exemplo). A consciência5 é o que o torna o ser único que você é, diferente de sua amada e de qualquer outra pessoa, e que reage de uma forma particular ao presente. E é apenas através da consciência6 que você pode, afinal de contas, receber as rosas e experimentar ou demonstrar qualquer um dos estados precedentes de consciência. (…)”
Neste livro, seus autores comentam que até mesmo essa análise da consciência deixa muito a desejar. Falam ainda que, a consciência possui quatro aspectos diferentes:
Campo da Consciência – também chamado de campo da mente ou espaço de trabalho global – que é a percepção;
Objetos da Consciência – aqui temos os pensamentos e sentimentos, que surgem e desaparecem nesse campo;
Sujeito da Consciência – que é o experienciador e/ou testemunha (aqui cabe as definições do dicionário – pois tratam realmente do sujeito da consciência);
Consciência como fundamento de todo o ser.
Para os interessados em saber realmente como o nosso mundo material é criado então, primeiro precisam saber como funciona a própria consciência.
Abaixo segue um vídeo falando um pouco sobre o autor Amit Goswami. Neste material, Goswami, fala da morte de uma forma diferente do que estamos acostumados a ouvir. Este vídeo é a primeira parte da entrevista realizada no programa Roda Viva na TV Cultura em 11 de Fevereiro de 2008.
Se desejar, você pode encontrar esta obra na EcoLojaBR (Clique aqui)
Boa leitura!
Abraços Maclaine
Recados