A Estratégia do Oceano Azul

11 02 2009

estrategia-do-oceano-azul-a-26Em busca de um crescimento sustentável e lucrativo, de olho em fatias generosas do mercado e trabalhando para tornar seus produtos ou serviços diferenciados em meio à concorrência, muitas empresas entram numa roda-viva de competição bruta e pesada.

O resultado dessa “batalha” é um “oceano vermelho”, nascido da luta sangrenta entre rivais por um potencial de lucros muitas vezes decrescente. Esse é o problema, segundo W. Chan Kim e Renée Mauborgne, autores deste livro. Eles ensinam: “Não concorra com os rivais — torne-os irrelevantes”.

Os autores desta obra defendem a tese de que as empresas devem parar de olhar para os concorrentes e começar a procurar oportunidades alternativas em que suas competências serão úteis. Também acreditam que se deve parar de observar apenas os clientes, e pensar em como atender os não clientes.

Avisam ainda que, é bem pequena a probabilidade de uma estratégia convencional se transformar em crescimento lucrativo no futuro. Aliás, estão no livro – bons e maus exemplos disso na Europa, na Ásia e nos Estados Unidos. Ao invés da luta sangrenta no “oceano vermelho” da competição nos moldes conhecidos, o objetivo desta estratégia é criar um oceano azul particular, ou seja, criar ou descobrir um mercado inexplorado onde a empresa ou o profissional possa atuar sozinho, sem concorrentes, pelo menos durante algum tempo.

Muitas empresas acabaram se perpetuando não pela continuidade de suas operações, mas depois de passarem por mudanças e rupturas significativas. André Ribeiro Coutinho, diretor e um dos consultores da Symnetics, que realizou a revisão técnica dessa tradução, cita no Prefácio à Edição Brasileira como exemplos de empresas nacionais que realizaram “inovações de valor” as Casas Bahia (“pela idéia genial de um varejo para atender consumidores das classes C e D”) e a Gol Linhas Aéreas (“que vem transformando o setor de aviação brasileira”).

Quem já não ouviu falar ou até mesmo assistiu há um dos maravilhosos espetáculos  da companhia – Cirque du Soleil?!
Esta empresa é um ótimo exemplo de “oceano azul”.

Uma das ferramentas utilizadas para criar o seu oceano azul é o que os autores chamam de quatro passos de visualização da estratégia.

No primeiro passo, que eles chamam de Despertar Visual, a empresa precisa fazer uma análise de sua própria realidade, descobrir-se.

No segundo passo, que seria A Exploração Visual, ele sugere que a empresa vá a campo descobrir tudo que puder sobre o mercado, e como está sendo percebida pelos clientes.

No terceiro passo, chamado de Visualização da Estratégia, é preciso analisar quais talentos e atributos da empresa são importantes e fundamentais para o mercado, de forma a criar oportunidades.
E finalmente o quarto passo, a Comunicação Visual, onde é preciso comunicar ao mercado sua estratégia e seus talentos especiais que farão a diferença para os clientes em relação a outras organizações.

O objetivo principal desta estratégia do oceano azul é analisar o mercado, as necessidades dos clientes, e desenvolver um novo conceito de produto ou serviço, a ser fornecido pela empresa. Este serviço ou produto deve ser desenvolvido a partir do talento daquela organização, e precisa ser algo inovador. Uma nova maneira de atender necessidades, um novo conceito oferecido de forma única no mercado, que faça com que aquela empresa possa criar seu próprio oceano azul.

Abaixo segue uma breve entrevista com um dos autores da obra – W. Chan Kim

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Abraço da Maclaine


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